A Forma da Água: Uma Incrível Experiência Cinematográfica.
2018-03-28 17:09:23
Indicado à treze categorias, A Forma da Água, uma Fantasia Misteriosa do Diretor mexicano Guillermo del Toro conseguiu arrebatar quatro estatuetas nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor trilha sonora e por último, melhor direção de arte.
A história que se passa na década de 1960 retrata a história de uma mulher que se apaixonou por uma criatura estranha que habita o fundo do mar. Com grandes efeitos visuais e um estilo impressionante, o filme emocionou milhões de espectadores que lotaram as salas de cinema.
Outra marca registrada do enredo que vale a pena ressaltar, é sem dúvida os temas abordado pelo diretor. Romantismo, racismo, homossexualismo, patriotismo e o machismo são os pontos chave dessa trama que está recheada de grandes atores em seu elenco.
Interpretando uma personagem muda, Sally Hawkins vive o papel de Elisa. Faxineira de uma base militar do governo norte-americano, a jovem descobre uma criatura estranha capturada na América do Sul pelo agente Strickland (Michael Shannon).
No início, Elisa cria um laço especial com a Criatura vivida por Doug Jones. Durante as noites de trabalho e impedida de falar (por causa de um problema em suas cordas vocais), os dois têm um vínculo especial fortalecido pela convivência. Entre ouvir músicas e comer ovos cozidos, eles se apaixonam e juntos, elaboram um plano para escaparem da prisão no laboratório.
Inspirado no Monstro da Lagoa Negra, filme de 1954, a criatura apresenta um conceito diferente de beleza e isso torna o filme extremamente artístico e impressionante. O design de produção deu um toque de sofisticação nas filmagens e a trilha sonora que envolve a trama deixam o filme ainda mais interessante.
A atuação dos personagens é outro quesito fundamental para o sucesso do filme. Com uma atuação marcante, embora represente uma protagonista muda, a atriz escolhida para o papel apresentava em cada cena uma linguagem dinâmica e expressões muito marcantes. Além disso, a criatura anfíbia se mostra bastante simpática e misteriosa o tempo todo.
Durante o longa, os espectadores poderão acompanhar a magia de Del Toro. Em algumas cenas, os protagonistas (Eliza e a Criatura) fazem o filme ser ainda mais adorável. Bem como foi durante a dança dos dois, como quem estivesse se movendo e flutuando debaixo d'água.
Além dos dois, não podemos deixar de destacar a presença do restante do elenco representando cada aspecto abordado pelo diretor, como o vizinho homosexual de Eliza (Richard Jenkins) e o antagonista excêntrico (Michael Shannon) que representa um marido sociopata e abusivo.
Portanto, “The Shape of Water” é sem dúvida uma história muito interessante, com uma visão cinematográfica mágica. Ademais, as mensagens impactantes que a história traz é fundamental para coroar o premiado filme de del Toro.
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* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Guia Montes Claros